Vídeo - Carta para Clarice Lispector

Clarice pede silêncio para ser ouvida. E uma conversa com ela deveria ser feita na delicadeza de um sussurro, na espontaneidade de um abraço, no perdão de quem não se leva a sério. Os barulhos da cidade embora parte do cenário, fazem com que eu quase alcance Clarice, que me escapa em sua totalidade, nos detalhes. Converso com ela para me aproximar de mim e se tiver alguma sorte, dialogar com você.

É à noite que as coisas acontecem por aqui. Mais um vídeo! O 2º de uma série que está se formando e não tem número exato para terminar. Dessa vez, uma carta que escrevi para Clarice Lispector. Já publicada aqui, mas agora com movimento, som, imagem. Sem edições, com todos os erros cabíveis e descabidos. Num cantinho do meu quarto, um passeio pela casa. Me acompanha nessa? Ah! Como as coisas são amadoras por aqui (de quem tá amando descobrir coisas novas) recomendo fortemente fones de ouvido.


Novo Canal no Youtube

A vida é risco diário. E por me levar muitas vezes demasiadamente a sério, estabeleci este novo desafio pessoal de conversar com vocês através de som, imagem e movimento, com a despretensão que a linguagem do formato permite e oferece. Assim, convido vocês a conhecerem meu mais novo Canal no Youtube.

É uma maneira diferente de expressão - até então bastante nova pra mim e por isso, me sinto desafiada. Mais um jeito que encontrei para treinar a coragem, reinventar a própria vida, expressar o que penso e sinto, alargar fronteiras e estreitar os laços. 

Quero muito vocês comigo nessa! Me acompanham? É sempre uma grande alegria o encontro e a troca. Fiquem à vontade para comentar e me escreverem. É muito bom conhecer novas formas de ver e pensar o mundo. Me interessa o que vocês pensam. Vamos somar e dividir?





Beijos largos e muito felizes,

Gabi.

Carta para alguém que partiu



Se existe mesmo uma grande fenda por onde a luz adentra a terra trazendo e formando o dia, especialmente hoje ela está mais larga - pois faz sol.

Após afazeres matinais desimportantes, com a janela do quarto escancarada voltei até a cama e joguei o corpo sobre o lençol de cor semelhante ao céu e fiquei brincando de procurar teu rosto nas raras nuvens que boiavam no ar. Não encontrei. Ainda assim consegui sorrir.

Mas isso foi só depois de saber que hoje faz um ano. Ainda me pego estarrecida de como o inconsciente está sempre tentando nos dizer alguma coisa – por isso aprendi a não duvidar mais de mim e ficar atenta aos sinais. Vigiar os pensamentos, sonhos e separar as supostas fantasias.

A gente sabe muita coisa sem saber. Quer dizer, a gente simplesmente sabe porque os registros mais significativos permanecem impregnados pele adentro, emaranhados nos ossos, músculos, pulsantes nas veias, saltando no núcleo das células nervosas – digo eu que não entendo quase nada de biologia, genética, mas sei alguma coisa da vida.

Ainda ontem antes de dormir, já sonolenta, busquei o celular na cabeceira da cama para ver o calendário e a ordem dos dias, pois pensava em ti. Tua imagem me veio à lembrança. Confundi as datas, e já estava fazendo exato um ano da tua partida. Diferente da noite que antecedeu teu adeus, tive um sono pesado e profundo – embora de poucas horas. Esqueci de rezar, não lembrei do vô, não lembrei da vó. Não andava com ideias estranhas na cabeça. Nem sentia um medo inexplicável e sem nome.

Levou algum tempo, mas hoje já consigo lembrar de ti com serenidade. Falar da tua partida com discernimento, tranquilidade e com a empatia de quem sabe o quanto viver não é fácil. E que, às vezes, dói insuportavelmente. Mentira, muitas e demasiadas vezes dói irremediavelmente. Eu sei. E se ainda existe alguma ligação, tu sabe que sei.

Aqui é primavera e hoje faz um sol danado de bonito, aposto que ideia tua, né? Diferente da névoa cinzenta que cobria a cidade naquela segunda-feira que nunca esqueci. Paradoxalmente, às vezes parece mais e outras menos que um ano. Talvez o tempo ora congele, ora volte a correr. Não sei bem.
A saudade alterna de tamanho, mas a memória continua sempre fresca e viva.

Conversei com algumas pessoas que vivem com saudades tuas. Tu sabe de todas elas. Vamos então fazer um trato? Fala com o responsável aí de cima e pede para aumentar a fenda por onde a luz adentra a terra, quem sabe assim a gente tenha mais sol beijando a nossa pele, acariciando nossos corpos, aquecendo o coração. Independente disso, nossos olhos continuarão suados de saudades. 

Toda escrita é Exorcismo e Reza



Eu escrevo como quem reza baixinho para o primeiro santo que ouvir
e simpatizando com os meus pedidos atender alguma prece.

Escrevo para me desafiar. Testar minha resistência, calcular
quanto tempo aguento sem fôlego até o fim da próxima linha, frase, parágrafo, história. 

Eu escrevo para me vingar da realidade que me rouba o ar, soca a cara,
Contrai o estômago e me enoja dia após dia.

Escrevo como quem engole a última fatia de pão a seco na hora da fome
E busca do fundo da garganta o resto de saliva para deglutir a vida.

Se eu escrevo é para não estilhaçar os vidros e espelhos de casa.
Para não cortar os pulsos, expor as vísceras, assustar os cachorros.

Escrevo para não ser encontrada boiando sem vida com os pulmões
cheios d’água na calunga maior.

Escrevo para exercer minha onipotência e brincar de deus de
meus próprios personagens e pensar que posso estar enganando
a própria morte.

Se eu escrevo é para perder o medo das minhas entranhas, 

enxergar através das minhas sombras, para deixar meus rastros de violência
apenas em tinta. De papel.

Mesmo que tenha antes sangrado. Mesmo com cicatrizes expostas.
Mesmo que a dor seja latente. Mesmo que toda uma vida não cure.

Escrevo para ir deixando o peso no meio do caminho.

Para quem sabe você também comece a se sentir normal
compreendendo o seu instinto de bicho que vez em quando
mostra as garras afiadas.

Ou você também não se assusta com quem é?

Escrevo para saber até onde suportam saber sobre mim.
Conhecer quem sou de verdade. Acompanhar meus passos.

Escrevo pra me salvar. Para não desistir de quem fui me tornando.
E estou me tornando cada vez mais quem nasci.

Se você chegou até aqui, espero que renasça a cada dia
para salvar-se também.

A GENEROSIDADE DO AMOR



Para Cínthya Verri

Eu não desprezo mais o meu passado. Aprendi a perdoar minhas falhas – embora o constante desafio. Não que eu me goste por completo, mas consigo observar a mim com um olhar mais carinhoso e ter empatia pela minha própria história. Mesmo que seja torta, imperfeita, impensável, mas é tudo o que tenho e eis a minha realidade. Olhar meus olhos no espelho não é mais tão duro porque não é afronta, é apenas a pergunta “como você está hoje?”

Descobri na prática que posso criar novos jeitos de seguir em frente. A criatividade sempre esteve dentro de mim embora tenha precisado de ajuda para despertá-la. Desconfiava que ela me salvaria, sabia sem saber - você entende. Foi preciso a delicadeza de uma mão amiga para despertar. Assim como uma mãe adentra pé ante pé o quarto escuro para gentilmente acordar um filho. E Cínthya tem mãos delicadas.

Certa vez, ela confidenciou em tom de segredo: tudo bem ter ou não fé em Deus, contanto que jamais perca a fé em ti. Eu ri e quase me achei deus, embora soubesse mais ou menos o meu lugar. Os tropeços vão nos ajudando a desfazer da arrogância que construímos para nos proteger do que não tem escapatória. Ninguém sai ileso da vida. Melhor acordar todo dia com isso na cabeça do que não ter contato com a realidade. Todos que estão lendo estas palavras agora serão pegos de surpresa, mas não desavisados.

E eu só divido isto com vocês porque aprendi que o amor é generoso. Aprendi a gostar de verdade. Por mim e para mim. E sei que ela também sopra em tom de segredo esta frase na boca do ouvido de outros tantos. O amor não é ciumento.

Eu já quis ser Cínthya Verri. Eu já desejei fazer coisas apenas para orgulhá-la - como quem sinaliza “estou aprendendo com você porque também estou disposta a isso.” Hoje eu só quero ser o melhor que posso. A Gabriela Gomes, que também é Flôres (assim à moda antiga), que escreve para soltar a corda do pescoço, que aprendeu a rir das suas sombras e fazer arte com isso. Sem sobrepor a si, nem a ninguém. Hoje, converso comigo de igual para igual, sem verticalização hierárquica. Às vezes me escapa e eu observo. É inconstante e improviso direto - igual a vida.

Sei que não sou a única. As pessoas gostam e sacam logo de cara quem gosta de si. Quem se respeita e assume quem é. Quer dizer, gostam quando são bem resolvidas – e isso não é um autoelogio. É apenas se entregar e saber apreciar, torcer e vibrar pelo outro e com o outro.

Eu não posso falar por eles, mas respondo por mim. E sem pedir qualquer perdão pelo trocadilho, para a Cin eu sempre direi sim! Já que compactuamos da opinião de que viver é uma árdua e fodida batalha diária (ela sabe que gosto de usar palavrões – e tem coisas que só podem ser ditas com palavrões), vamos convidar nossas crianças interiores para a festa.

Feliz aniversário, minha querida amiga! Que sorte, que coincidência, que alegria ter te encontrado para, enfim, me encontrar. Obrigada por fazer com que eu me sinta tão bem acompanhada.

Com amor,

Gabi.

TEDY - O amor não é para amadores

Minha dica cultural para quem estará em Porto Alegre entre os dias 20 a 24 de agosto é o espetáculo “TEDY – O Amor não é para amadores”, com o ator José Henrique Ligabue.



Após uma traumática separação, um palestrante resolve analisar o amor e questiona se vale investir em um novo casamento. Venha rir, aprender e se apaixonar com esta divertida comédia que passeia por obras de Alain de Botton, Zygmunt Bauman, Schopenhauer, Platão e Nietzsche.




Para apimentar ainda mais, o espetáculo conta com uma trilha pra lá de especial de Nei Lisboa.
A Direção Geral é Bob Bahlis. Eu apoio a cultura!

Quando: De 20 a 24 de agosto
Horário: 21 horas
Local: Casa de Cultura Mario Quintana (Teatro Bruno Kiefer)
Ingressos antecipados: Multilentes e Bamboletras

Sobre a Fé



- Mãe! Ô mãe!
- Te aquieta, guri. Já disse que nada de bola dentro de casa. Sossega e senta nesse sofá.
- Mas mãe…
- O que é?
- Eu queria saber o que que é ateu?
- Ateu? Ateu é… Mas onde foi que tu ouviu isso, Bernardo?
- O pai que falou ontem...
- Outra vez teu pai. E o que foi que ele falou agora?
- Ele disse que ele é ateu.
- E tu ainda dá conversa?
- Mas o que é ateu, mãe?
- Ateu é… É gente que não sabe das coisas!
- Como assim?
- Gente que não sabe o que diz ou que fala besteira.
- Hmmm.
- Agora vai lá tomar teu banho.
- Mas mãe…
- Oi?
- E o pai? Ele é ateu porque não sabe o que diz ou porque fala besteira?
- Teu pai não sabe mesmo o que diz. Mas ateu, meu filho, significa aquela pessoa que não tem fé. E é besteira a gente falar que é ateu porque é o mesmo que dizer que não se tem fé. Entendeu agora?
- Ah… Mas da última vez que o tio Mauro teve aqui em casa, eu lembro dele falando que o pai agiu de má fé. Então o pai não é ateu não, mãe! Ele tem fé, só que, às vezes, a fé dele não é boa.
- Não é isso, meu filho…
- E eu, mãe? Eu sou ateu?
- Não, querido. Você não é ateu.
- E o que que é fé mesmo?
- Fé é quando a gente acredita em alguma coisa.
- Ah! Tipo quando você acredita em mim quando eu digo que já escovei os dentes?
- É, tipo quando eu acredito em você quando diz que já escovou os dentes. Mas agora vai tirar essa roupa suada que a janta sai daqui a pouco.
- Mas por que que eu não sou ateu?
- Porque você tem fé, meu amor.
- Como assim?
- A mãe não te ensinou a rezar antes de dormir e agradecer por todos aqueles que nós amamos?
- Uhum.
- Então!
- Então eu não sou ateu porque eu rezo pro Pai do Céu?
- É. Agora vai!
- Tá bom.
- Esse guri tão novo e me vem com cada uma!
- Mas ô, mãe! Eu não entendi direito uma coisa...
- Hum?
- E Deus?
- O que tem Deus, Bernardo?
- Deus é ateu?
- Claro que não, meu filho! Como Deus vai ser ateu se ele é o nosso Pai?
- Mas mãe, então pra quem é que ele reza antes de dormir?

Entre Umas & Outras

O programa CVExplica (do qual fiz parte ano passado com minhas crônicas faladas) está em novo formato. Agora estamos "Entre Umas e Outras". Bate-papo descontraído com mulheres interessantes de diferentes idades. Juntamos diversas experiências para falar de tudo o que nos interessa. E eu estou nessa! Transmissão AO VIVO, às quintas, +ou- 21h, pela www.radioeletrica.com. No comando: a médica psiquiatra Cínthya Verri. O convite está feito. Nos acompanha nessa?


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Faça Coisas Interessantes

"FAÇA COISAS INTERESSANTES E COISAS INTERESSANTES ACONTECERÃO COM VOCÊ."

Desde a primeira vez que ouvi essa frase em uma aula sobre criatividade, anos atrás, lembro dela com frequência. Sabe quando a vida ameaça ficar monótona, enfadonha e sem graça? E sabe quando isso realmente acontece? É esse um dos mantras que me salva da inércia e me convida ao movimento.

Busco essa quase-oração no íntimo dpequeno-deus que me habita e venho chamando de memória. Toda vez que o desejo de viver é substituído por um existir preguiçoso que me joga numa zona de conforto e me desconecta das pessoas e muitas vezes de mim mesma, eu penso nas infinitas possibilidades de coisas que poderia estar fazendo. Não significa que eu faça a maioria delas, mas me sinto mais confortável em ir experimentando o novo.

"Faça coisas interessantes e coisas interessantes acontecerão com você" não significa fazer algo em busca de determinados resultados - embora seja isso também. Não é esperar por justiça, merecimento, retornos externos. É ir observando o que vai mudando dentro da gente durante o percurso.

Delicadezas




- Eu não sei muito bem o que está se passando comigo.

- O que você está sentindo?

- Ando sofrendo de delicadezas...

- E como, por acaso, é sofrer de delicadezas?

- São arroubos diários de ternura. De repente, vai ficando tudo tão mais suave. A vida se torna mais possível. Eu me pego rindo à toa, sozinha, em público. Vontade imensa de abraçar o mundo. Ando abraçando até a mim! – sozinha no quarto que é pra não parecer louca, claro.

- Tá, para! Desde quando sutileza e alegria viraram sinônimos de sofrimento?

- É pela disponibilidade. Parece-me errado estar tão entregue assim.

- Preferia esconder-se da vida?

- E, se possível, das pessoas também.

- E então seria você com você mesma pelo resto dos tempos.

- Ah! Às vezes, acho que seja possível.

- Hipótese por hipótese, isso aí tá me cheirando a encrenca, digo, paixão.

- E se no lugar de paixão for amor?

- Também fodeu!

- Como a gente sabe se é paixão ou amor?

- A gente não sabe. O corpo é que intui.




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Crônicas para Ouvir



[ON AIR] E aí, meus amigos! Todos bem?

Para quem até então apenas lia os meus textos, agora também tem a opção de ouvir algumas crônicas minhas - que chamo de "CRÔNICAS DE OUVIDO". Para quem estiver curioso é só acessar o meu canal no SoundCloud. Fones de ouvido vão bem, pois as gravações não estão lá grandes coisas em termos de qualidade sonora. Mas uma coisa é certa: fiz tudo com um grande tesão e o máximo de carinho.

Venha ouvir! A maioria das crônicas foi ao ar no programa CVExplica, que em seu atual formato chama "Entre Umas & Outras", e vai ao ar às quinta-feiras, 21:00, na Rádio Elétrica.

Ouça-me mucho aqui ó:  www.soundcloud.com/acronista

Se quiser me acompanhar com maior frequência, ando mais assídua lá na Fanpage: www.facebook.com/acronista
Me escreva quando quiser que trocamos umas ideias.

Abraços,

Gabriela.


O tempero da vida



Um amigo bastante querido queixava-se da vida. Dizia ele que havia perdido o gosto pela maioria das coisas que antes o enchiam de prazer - não tinha mais gosto pela profissão, os compromissos eram todos insossos, a rotina enfadonha e a maioria das pessoas indigestas - o que lhe causava um verdadeiro mal-estar. Após horas de conversa franca, como só os bons amigos são capazes de oferecer e partilhar, concluímos que o que faltava na sua vida era tempero. Sobrava capacidade inventiva, mas a criatividade estava encoberta por uma grossa camada de desgosto. Os ingredientes estavam todos ali, mas pediam uma pitada diferente para ressaltar o sabor.

Até sabemos o que adoça ou azeda os nossos dias, mas diante de inúmeras possibilidades não é tão simples trabalhar diariamente o que aguça o nosso gosto em viver. E o desafio vai além: é preciso continuar nutrindo e mantendo o frescor daquilo que nos cai bem. Requer alguns experimentos, combinações previsíveis ou mais exóticas. Não tem receita exata porque o paladar também varia – como nós que nos descobrimos diferentes ao longo do tempo.

Como temperar a vida a gosto? A família, os amigos, os amores, o trabalho, o lazer são ingredientes básicos – e os problemas também entram para engrossar o caldo. Haja saúde e discernimento. Os ganhos são proporcionais às formas que alimentamos esses diferentes setores. Se o amor apimenta, as amizades adoçam – da mesma forma que dedicar-se a algo que lhe encanta dá um toque refinado e especial aos dias. Já ouviu falar que pessoas interessadas costumam ser pessoas interessantes?

Você é o grande gourmet do próprio banquete. Escolha o tempero de sua preferência e descubra qual sabor quer que se sobressaia. O importante é tornar a vida mais palatável, seja descobrindo novos lugares, conhecendo novas pessoas, trocando receitas ou experimentando diferentes prazeres. Não perca a capacidade de se surpreender. A gastronomia e a vida são universos semelhantes de encantamento, só precisamos estar abertos para degustá-los com vontade. Ora com delicadeza, ora com voracidade.

Faça o que você gosta e então o que deve ser feito estará feito. Viva longe de culpas – sentimento de culpa é uma invenção criada pelo homem, apenas para justificarmos nossas más escolhas. Ou esconder nossos desejos reais e mais genuínos.

Deleite-se em todos os momentos para que nenhum sabor lhe escape. Vale testar novos pratos, errar a mão vez em quando também é permitido – é tudo reflexo de como estamos no momento e sinal de que seguimos tentando.  Faça bom proveito. Doce, agridoce, com ou sem pimenta, uma coisa é certa: a vida foi feita para você se lambuzar. 

 
A CRONISTA © 2013 | Gabriela Gomes. Todos os direitos reservados.